terça-feira, 8 de maio de 2012


Muitas de mim



Esse bolo trêmulo de vida enluarada
essa dança louca de primordial sentença
voz de molduras infinitas plácidas
doce canto de mágicas arenas

Vestes de rompantes alucinados
serva de passos uivados e quentes
gota quimérica de palavra ardente
filha de águas indignadas

Déspota amorosa e infante
feroz amante e imaculada
treva de mil luzes embriagada
sereia líquida e dissonante

E sim, neste gozo de tontos mistérios
fundem sinas de mil peles e périplos 
isso tudo, essa coisa que é o eu

8 comentários:

  1. Bem-vinda ao mundo dos blogueiros.Sei que teremos coisas de qualidade aqui. Parabéns pelo poema!

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  2. Um blog seu? Amei!
    Agora tenho um canal direto para a sua poesia!
    Tenho umas poesias também, vou mandar pra vc,
    sua opinião é muito importante.
    Bjo!

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  3. PARABÉNS pelo blogue, Clarissa. Serei visitante assídua. Bjs

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  4. Belo poema! Apresenta grande musicalidade e subjetividade, (em suas devidas proporções) me fez lembrar os traços simbolistas.
    Parabéns!!!!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. sereia líquida e dissonante.... que soa e ressoa bem aos nossos olhos e ouvidos, a todos os nossos sentidos. gostosa de ver, de ler e de escutar...pra que mais?

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  7. Parabéns pelo poema, bem vinda Clarissa, é dissonante de tudo que li, e sei que vc sabe bem do que estou falando, a dissonância não é coisa ruim, é bom por que é diferente mais com características simbolísticas, acho eu, que bom, mais um canal de ideias.

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Copyright © 2014 Clarissa Macedo