quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Poesia

Descendência


Sou filha de uma índia desconhecida
que me pariu numa pedra
na beira da estrada

não uma chocadeira, mas uma árvore
que põe frutos todos os dias

talvez por isso eu seja tão forte
talvez por isso eu ande em nuvens de pés descalços
e seja tão só

A estrada onde nasci conserva um vigor ainda
e eu a visito todos os anos no dia de finados

minha estrada é a esquina onde segui
e lá estão apregoados meus véus e meus desejos

minha índia, mãe de toda uma lírica,
eu nasci porque não havia opção.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Participação de Clarissa Macedo no 18º Chá de Conversa e Som


O Coletivo Chá promove no próximo dia 6 de abril, a partir das 19h30, em Feira de Santana, mais uma edição do Chá de Conversa e Som. A 18ª etapa do projeto será realizada, mais uma vez, no Malungo Centro de Capoeira Angola.

Nesta oportunidade, o tema em destaque é “Mulher (es) e sociedade: um dedo de prosa”, quando teremos uma roda de conversa sobre empoderamento feminino. As convidadas são a advogada e poeta Fabiana Machado e a enfermeira e professora universitária Ellen Oliveira. 

Neste Chá teremos vamos dar espaço para a poesia e contaremos com a participação especial da premiada poeta Clarissa Macedo, um dos nomes mais relevantes nomes do universo literário nos tempos atuais. 

O Chá

O Chá de Conversa e Som é um evento da sociedade civil, de acesso gratuito e classificação livre e fundamenta-se em encontros temáticos para “bate-papos” que girem em torno da cultura feirense, territorial e estadual.

A proposta, idealizada em 2012 pelo artista plástico e percussionista Gabriel Ferreira, foi produzida em variados espaços da Feira de Santana como o Centro de Cultura Amélio Amorim, Cidade da Cultura e Museu de Arte Contemporânea (Mac).

A atividade é organizada pelo Coletivo Chá, composto por Gabriel Ferreira, Bel Pires (Grupo de Pesquisa Populações Negras/Uneb e Malungo) e pelo radiojornalista e ativista cultural Elsimar Pondé.

SERVIÇO

O que: Chá de Conversa e Som - 18ª edição
Quando: Quinta-feira, 6 de abril de 2017, às 19h30
Onde: Malungo Casa de Cultura – Rua Barra dos Bandeirantes, nº 854 – Cidade Nova. Seguindo pela Avenida Fraga Maia, no sentido Conjunto João Paulo, entra na primeira à direita, lateral do supermercado Armazém.
Realização: Coletivo Chá
Entrada, chá e torrada: Gratuitos


Texto divulgação por Elsimar Pondé

domingo, 13 de novembro de 2016

Programa Feira Literária com Clarissa Macedo estreia dia 14 de novembro na Tv Monte Sião

Assista à Tv Monte Sião clicando aqui


“Amanhã estreia a primeira temporada do programa Feira Literária - projeto que nasceu há pouco mais de um ano e que tem como finalidade difundir a literatura. O programa será exibido pela Tv Monte Sião e disponibilizado também na internet. Estou muito feliz com esta nova experiência e cheia de ideias. Convido a quem puder, assistir toda segunda https://www.facebook.com/images/emoji.php/v5/f4c/1/16/1f642.png:)

Painel do artista visual Julio Firmo
  

Por Clarissa Macedo (via facebook)

sábado, 15 de outubro de 2016

Clarissa Macedo apresentará programa Feira Literária na Tv Monte Sião


A professora, escritora, poeta e apresentadora, Clarissa Macedo, estreia neste mês de outubro de 2016, o programa “Feira Literária” que irá ao ar no endereço eletrônico http://tvmontesiao.com/, com o objetivo de levar o mundo da literatura à tela da rede. E o programa primeiro programa terá como convidado o escritor, cantor e poeta, Markus Vinícius Borges dos Santos, conhecido como Markus Viny. A data será anunciada em breve.  


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Escritora Clarissa Macedo assina com a editora Penalux


"A poeta Clarissa Macedo publicará conosco a 2º edição do seu belíssimo livro de poemas "Na pata do cavalo há sete abismos", que foi vencedor do Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia de Literatura (2013).

A obra despertou a admiração de críticos e poetas do calibre de Salgado Maranhão. Ele escreveu: "A obra se destaca por uma escrita que nos instiga e nos inquieta, como se as palavras tivessem farpas". O poeta ainda afirmou: "Clarissa Macedo chega para fazer história entre as mais brilhantes autoras da sua geração". Nós também acreditamos nisso. Daí a satisfação em recebê-la em nosso catálogo.

A publicação pela Penalux acontecerá no segundo semestre."





terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Ópera Negra do Portal do Sertão sob o olhar de Clarissa Macedo


A Ópera Negra do Portal do Sertão é título de um documentário cuja relevância do registro cultural talvez só seja plenamente percebida pelas próximas gerações. O Reisado de São Vicente, grupo situado na região de Tiquaruçu, no interior baiano, ainda é um dos polos de resistência à total aniquilação do sentido que uma festa tradicional possui e do valor histórico-social que uma manifestação como esta confere à localidade, ao seu povo e sua marca identitária. Para quem não conhece, O Reisado de São Vicente, grupo formado por trabalhadores rurais, é uma fusão artística, visceralmente popular, que exprime a partir da música – e da poesia que lhe fica inerente – hábitos e celebrações tradicionais intrínsecas à região. Essas informações, talvez repetitivas para alguns, já confeririam louvores à produção cinematográfica em pauta. Todavia, o olhar lírico impresso numa espécie de narrativa de viagem, conduzido na tela por um Asa Filho andarilho (Asa, além de músico e dono de um dos estabelecimentos mais charmosos da cidade de Feira de Santana, é Mestre em Cultura Popular), e dirigido por Ícaro de Oliveira, proporciona que integrantes do lugar expressem algumas inquietações sobre a etnia negra que os reveste, os cantos que povoam o trabalho no campo e, em suma, a vivência de tradições, dando, assim, voz àqueles que vivem de perto sua própria cultura, legitimando, ainda mais, a iniciativa do documentário.

A fala livre não deixa o espectador perdido. A costura fílmica é bem realizada e promove, também através de gravações musicais do próprio Reisado, um entrosamento genuíno entre público/película – o que me parece ser um dos objetivos de qualquer produção cultural. Um dos pontos altos é o depoimento de abertura, que imprime no telespectador um pensamento, singelo e eloquente, acerca da diferença de cor de pele; se não me falha a memória, a fala é arrematada da seguinte maneira: “a diferença de cor existe porque não dá pra ser tudo igual, tem que ser diferente” – direta, sem floreios, o depoimento faz refletir sobre o drama da etnia e o precário “argumento” que o preconceito étnico pretende sustentar. Para encerrar as linhas, vale mencionar que A Ópera Negra do Portal do Sertão registra tônicas que são, ou deveriam ser, caras a qualquer sociedade que se preocupa com a manutenção de si mesma, a exemplo da discriminação, da memória de um povo, e de todo um corpus sócio-afetivo que caracteriza o lugar. Em síntese, a composição dramática que recobre A Ópera Negra é de forte tecido poético e abre o Portal do Sertão para a entrada de novos interlocutores sociais e de uma atenção voltada para questões que devem ser refletidas pelo bem da preservação salutar de um povo.

Direção: Ícaro de Oliveira
Argumento: Asa Filho e Ícaro de Oliveira
Imagens: Augusto Bortolini, Cassius Borges, Ícaro de Oliveira, Poliana Costa e Thacle de Souza
Som Direto: Breno Tsokas, Lucas Pereira e Pedro Patrocínio
Mixagem e Edição: Pedro Patrocínio Produção:
Atelier Filmes Realização: Orcare e Atelier Filmes


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Parceria entre Gabriel Ferreira e Clarissa Macedo


Copyright © 2014 Clarissa Macedo